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Penso, logo condiciono

  • 9 de out. de 2017
  • 2 min de leitura

Na actualidade, são muitos os recursos que temos à nossa disposição que abordam a importância do pensamento no comando das nossas acções. Desde muito cedo que me familiarizei com esta premissa, transmitida por uma professora, que recordo com toda a estima, que expressava com regularidade “o pensamento condiciona a acção”.


De facto, e por muito que queiramos escamotear, a energia gerada no pensamento traduz-se na energia creditada nas acções. Realizando um simples exercício de aplicação da Lei de Pareto, será útil analisar se os 20% dos esforços (pensamentos) traduzem 80% dos resultados (acções). No paralelismo da utilização desta Lei de Pareto, considerar que a energia cognitiva, e por inerência emocional, deve estar focalizada na concretização dos objectivos – os quais já foram definidos de forma coerente e ajustada – em detrimento de estar focalizada no combate à frustração e à derrota.


Não podemos evitar o fluxo dos pensamentos, mas podemos impedir a sua cristalização e, desta forma, a promover uma educação individual da estrutura mental. Por exemplo, é quase uma impossibilidade evitar que surjam pensamentos automáticos de “não vou conseguir” e/ou "não sou capaz", mas o desafio reside em activar rapidamente o locus de controle interno e dirigir a energia para outro tipo de pensamentos, repetidos em forma de mantra “idealizei e planeei em função das minhas capacidades e vou conseguir”.

Onde estiver a nossa energia está a nossa atenção e onde estiver a nossa atenção está a nossa energia.


A análise do pensamento enquanto poder é ainda pouco explorada nas nossas vidas, nomeadamente a umbilical relação entre pensamento e emoção. Talvez a análise, mais do que cientifica ou académica, deva ser realizada por cada um de nós com a vivência e registo das evidências diárias como parte integrante de mais uma etapa do processo de auto-conhecimento.


Quantas vezes o pensamento condicionou a acção? Está na hora de fazer uma retrospetiva e, se possível e/ou necessário, passar os dados a estatística. Após isso, contra factos não existirão argumentos.


Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.

 
 
 

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