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Os vasos que não se enchem de água, cedo transbordam de pó

  • 19 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

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A simbologia dos provérbios é um guião inesgotável. Ancorados nas vivências, exprimem uma reflexão sobre a experiência com uma mais valia grandiosa.

O que hoje partilho, poderá falar de pessoas e de como os processos de gestão e liderança interferem nos processos motivacionais e nos resultados em meio organizacional.

Os vasos cheios de água, em sentido figurado, representam os profissionais que contribuem para o crescimento das Organizações, a par do desenvolvimento que as Organizações promovem nestes profissionais. Falamos de entrega e compromisso colaborativo, em que ambas as partes são protagonistas de um processo que se ambiciona de valor acrescentado.

Numa Organização em que se enchem os vasos de água, as pessoas são estimuladas e motivadas a participar, a assumir desafios e responsabilidades. Nestas Organizações, o corredor de liberdade e a autonomia são uma sequência em crescendo e o reconhecimento ocorre de forma genuína. Os líderes têm uma capacidade técnica aliada à competência sócio-relacional que lhes permite agregar valor. Além de excelentes gestores são excelentes pessoas, com uma capacidade empática e de escuta activa acima da média.

Facilmente conseguimos concluir que são Organizações onde os profissionais se sentem bem, pois são considerados o activo mais precioso. Acredito que é residual a vontade de partir de uma Organização onde os vasos são cheios de água.

Pelo contrário, e como consequência de más práticas e escolhas, a possibilidade de criar vasos onde apenas reside o pó é muito proeminente. Neste caso, as Organizações teimam em considerar que não faltam pessoas para integrar, e que por cada rescisão existem dezenas de novas candidaturas. Neste cenário, assiste-se a um mimetismo da liderança que, de igual forma, desconsidera e desprestigia o valor das pessoas que integra na sua equipa. Nestas Organizações, a desmotivação e a insatisfação são crescentes, faltam os desafios e o feedback é essencialmente orientado para o correctivo, como se as pessoas nunca fizessem algo edificante. A água é reservada para outros vasos, segundo critérios pouco claros. E os vasos que deveriam conter, por competência e mérito, esse precioso liquido, começam a absorver pó. Por processo ficam esquecidos e pouco valorizados. Acredito que é grande a vontade de partir de uma Organização onde os vasos são cheios de pó.

Cada Organização fará as suas escolhas e será responsável pelos resultados. Em suma, é tudo apenas uma questão de atitude.


Sandra Dias


Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.

 
 
 

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