Quem corre por gosto não se cansa
- 22 de jan. de 2018
- 2 min de leitura

Apresenta-se um provérbio que deveria ser relembrado, regularmente, quando se gere Capital Humano. Parece redundante recordar que profissionais felizes e motivados conseguem manter elevados níveis de atenção e dedicação, mesmo em circunstâncias de pressão e cansaço acumulado.
Não quer o primeiro parágrafo dizer que basta pulverizar a equipa com elevadas doses de reconhecimento e de palavras motivacionais. Relembre-se a responsabilidade de remunerar com justiça, e de forma congruente com as competências técnicas e sócio-relacionais evidenciadas, e de providenciar condições e ferramentas de trabalho que coadjuvem a produtividade.
Líderes e liderados quando gostam do que fazem profissionalmente, e quando sentem que o contexto lhes permite ter a autonomia necessária para poderem fluir as suas competências, transferem, natural e espontaneamente, esse gosto para o quotidiano relacional e funcional.
O gosto é algo que se germina individualmente, mas que, inevitavelmente, também, se promove na cultura organizacional. Perdoem-me a frontalidade, mas quem tem funções de liderança tem uma responsabilidade diária e acrescida de protagonizar acções e estratégias que promovam na equipa este “gosto”.
Detalhes aparentemente tão simples como partilhar feedback positivo, reconhecendo e reforçando comportamentos que são “contratualmente” esperados, a par da promoção de um ambiente valorativo onde os elementos da equipa sintam que progridem a nível de desafios e oportunidades. Detalhes aparentemente tão simples como diligenciar e facilitar ciclos de formação adequados e adaptados aos permanentes desafios dos profissionais.
Existem, inevitavelmente, Organizações onde os profissionais se notam simbolicamente cansados e a partilhar (in)consciente esse cansaço junto dos interlocutores internos e externos. Com os inerentes custos invisíveis, salientando-se que o cansaço se contagia e que estimula pessoas a converterem-se em amorfas e/ou reactivas.
Quem criou este provérbio falava, certamente, de paixão pelo que se faz e/ou se procura. E neste âmbito, o contexto é, também, uma condição importante para que as coisas aconteçam. Nada é por acaso. Recorde-se Peter Drucker ao salientar que “as únicas coisas que evoluem por vontade própria em uma organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho”.
Quem corre por gosto não cultiva a desordem, o atrito e o mau desempenho. Mas neste capítulo todos são responsáveis. Evidentemente, pela natureza das responsabilidades, uns mais do que outros.
Sandra Dias
Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.












Comentários