Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas
- 14 de ago. de 2018
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Os provérbios, também, são sábios avisos à nossa existência e alertam para comportamentos vivenciados a nível relacional e que têm sérias consequências para a conexão entre as pessoas.
A nível individual os custos da falta de confiança entre as pessoas são enormes, com consequências irreversíveis. Contudo, a nível organizacional os custos para além de elevados são, na sua maioria, invisíveis e traduzem-se em fenómenos de desafiante gestão que escapam muitas vezes à acção da liderança.
As equipas a nível organizacional têm objectivos para desenvolver e quando motivadas podem ter um papel dinâmico no desenho de novas ideias e de inputs valiosos passíveis de gerar valor humano e financeiro na organização e na comunidade.
Esse maravilhoso cenário é possível de acontecer se, à partida, estiverem reunidas condições que promovem bem-estar e motivação. De muitas condições de base que são necessárias para que uma equipa funcione de forma saudável e com satisfação, elejo a confiança entre os seus membros.
Creio, na minha modesta opinião, que o nosso equilíbrio enquanto pessoas e profissionais depende, em grande parte, da consciência e vivência de que nos encontramos num espaço seguro. Recordemos que, na pirâmide das necessidades de Maslow, a necessidade de segurança surge no segundo patamar. Segurança é mais do que ter um “abrigo”, pois além do espaço existe a necessidade de sentir segurança em relação aos seus habitantes. Na ausência deste sentimento a energia e o foco estarão sempre em modo de estado de vigilância de forma a garantir a segurança do corpo e da mente.
Existem infelizmente equipas onde a energia dos colaboradores está focada num constante estado de alerta para evitar que sejam atraiçoados pelos seus pares, em detrimento de estarem focados no seu desempenho e na sua dinâmica criadora. E não os podemos sentenciar por isso.
O estabelecimento de laços de confiança – muito diferente de intimidade ou cumplicidade – é essencial para que as equipas amadureçam e se entreguem sem restrições ao trabalho de equipa com energia e satisfação. E esse trabalho depende de todos os membros, ainda que muitas vezes se responsabilize unicamente o líder por essa matéria.
É apaziguador estarmos numa equipa em que não temos que estar sempre a olhar por cima do ombro ou a comunicar com receio do que possam usar como conteúdo para julgar, culpar e deturpar.
Como se trabalha uma equipa de forma a eliminar estes comportamentos perversos e nocivos? Recorrendo a um ingrediente poderoso que não tem custos de investimento – praticando e promovendo uma comunicação assertiva.
Como já escrevi, as equipas não se criam em 3 segundos, há que estruturá-las em alicerces seguros.
Neste capítulo, mais uma vez, é uma questão de atitude. E no processo das atitudes vigora sempre uma consciente escolha.
✍ Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo AO ✓Revisão de texto realizada por José Ribeiro












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