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Desafiar o espaço vital do (des)conforto

  • 24 de out. de 2017
  • 2 min de leitura

Somos, desde sempre, criadores do nosso espaço vital. Quando crianças e numa fase inicial da nossa vida essa missão está à responsabilidade de outros, mas à medida que tomamos consciência do nosso eu e do outro vamos assumindo progressivamente essa responsabilidade.


O nosso espaço de conforto idealizado na nossa psique, e construído no quotidiano, integra pessoas significativas e perímetros de geografia física e emocional, no qual nos habituamos a sentir como “peixes na água”.


Esta zona de conforto, ancorada no nosso imaginário, pela segurança que nos traz, conduz-nos a repetir percursos, comportamentos, garantindo a aparente estabilidade.


Nada contra ter uma zona de conforto. Contudo, é importante uma tomada de consciência do grau em que estamos reféns da mesma. Importa analisar se é um escudo protector – portanto flexível às circunstâncias - ou uma barreira murada – e como tal inflexível.


É possível, que a dado momento, a actual comodidade e bem-estar que esse perímetro promove, esteja a cercear a nossa capacidade de ir mais além, eventualmente de avançar face a uma próxima área de conforto.


Tomemos o exemplo de uma criança que começa a dar os seus primeiros passos. O que a move interiormente a erguer-se e a progressivamente dar os primeiros passos? E o que a move a distanciar-se cada vez mais das zonas habituais dos primeiros passos? Por certo a sua biologia acompanhada de um apoio do meio que a rodeia, que será um andaime temporário e um reforço positivo.


Cada um de nós é responsável por avaliar esta dimensão da sua vida. Este “poder e responsabilidade” não podem ser assumidas por obrigação ou delegada, sob pena de nos distanciarmos do que verdadeiramente importa e do livre arbítrio que nos assiste.


Esta responsabilidade pode ser ataviada, por vezes, com um exercício de balanço de competências, sem que esteja necessária e exclusivamente relacionado com a dimensão profissional. Sobre o balanço de competências, sugiro a leitura deste artigo.


Para uma apreciação rápida sobre a área de conforto, poderemos colocar perguntas simples:

  • Qual o meu grau de satisfação face às várias dimensões do quotidiano

  • Identifico competências que poderia explorar?

  • Identifico áreas de melhoria?

  • Existe algo que gostaria de fazer e que me inibo de fazer?

  • Que emoções me movem e/ou controlam?

Sem culpas, sem remorsos. Colocar questões permite-nos focar, analisar e agir a seu tempo.


Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico

 
 
 

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