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Quando o caminho nos leva mais além

  • 16 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

São muitas as vozes que ecoam para relembrar que ter objectivos é nuclear para mantermos a orientação da vida. Se até aqui concordamos, as diferenças podem começar a esboçar-se quando se tentam categorizar e normalizar a categoria de objectivos que cada um de nós deveria desenhar. Somos pessoas diferentes e normalizar objectivos seria redutor e extremamente penalizador.


Encontrar um objectivo de vida é um caminho cujas coordenadas são do conhecimento exclusivo de quem o percorre. É uma veleidade tecer palpites – por vezes extremamente depreciativos – sobre os objectivos das outras pessoas.


Independentemente do desígnio do objectivo, é útil na sua concepção considerar algumas características que permitirão acompanhar o seu desenho e acompanhamento, no sentido de gerir e nivelar expectativas a par de uma profilaxia para a redução de frustração.


São em menor número as vozes que ecoam que os objectivos devem respeitar a sigla SMART mas a estas vozes deveríamos escutar pois este alerta nos beneficia. Em que se traduz esta sigla no desenho dos nossos propósitos?


Specific (especifico) | Quanto mais especifico for o objectivo mais facilitada é tarefa de planeamento, no qual se integra a etapa de acompanhamento e supervisão. Em vez de “disparar em todas as direcções” a energia é apontada para um foco definido e determinado. São evidentes os benefícios na poupança de energia e tempo.


Measurable (mensurável) | O acompanhamento do cumprimento do objectivo é possível através de uma unidade de medida – quantitativa ou qualitativa. Esta unidade aumentará a nossa auto-confiança e reforçará positivamente a energia depositada no cumprimento do objectivo. Permite, também, realizar os ajustes necessários caso aplicável.


Attainable (atingível) | Com o intuito de atingir o propósito e de evitar a frustração o objectivo deve estar alinhado com as condições que permitem o seu cumprimento. Estas condições podem ser de ordem interna ou externa, considerando que as de ordem interna estão sob um maior controle da pessoa. Se as condições ainda não estão reunidas imporeta definir um objectivo prévio para as alcançar. Passo a passo, com a consciência que todos os grandes percursos de iniciaram com o primeiro passo.


Relevant (relevante) | Neste patamar alguns autores consideram, também, a palavra realistic (realista). Ambos as significações são importantes e úteis. O domínio do realista transporta-nos para o cenário da satisfação, com a consciência das capacidades necessárias para chegar a bom porto. O domínio do relevante orienta-nos para a importância que tem para a pessoa (cf com o 2.º paragrafo acima escrito), isto é, relacionando satisfação e motivação.


Time-Bound (balizado no tempo) | Neste patamar reside um dos grandes calcanhares de Aquiles. Para que a concretização do objectivo seja alcançada é necessário planear. E planeamento relaciona-se com tempo, que se rege por critérios objectivos (segundos, minutos, horas, dias...). Como é possível planear sem o conhecimento de quando começa e deve terminar o cumprimento do objectivo. Considerar que a inexistência da definição do tempo de inicio e de fim poderá conduzir a um fenómeno de gestão delicada – a procrastinação.


Para terminar, considerar que os objectivos devem inciar-se por um verbo no infinitivo, preferencialmente de acção. Para que desde esse momento haja uma força que nos impele face ao planeamento e execução.


Votos de objectivos auspiciosos!



Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico

 
 
 

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