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Queremos esta liderança? Não, obrigada!

  • 12 de jul. de 2017
  • 2 min de leitura

No contexto profissional o trabalho é concretizado, na maior parte das vezes, por equipas que são coordenadas por uma pessoa que a estrutura formaliza como líder.


Mas para que a liderança seja efectiva não basta o estatuto. O exercício da liderança tem que integrar, também, o reconhecimento da liderança pela própria equipa. Assim não basta ao líder exaltar o seu estatuto na sua assinatura de e-mail para que a equipa o reconheça como tal.

Não existem lideranças nem boas nem más. Existem, sim, pessoas que protagonizam lideranças adequadas ou não adequadas. Quem coordena deve ter o seu foco na análise da situação e adequar a forma de liderar a equipa.


Há, contudo, pessoas que não queremos na liderança, porque:

  • São egocentradas e tendem a afastar-se do espirito do “nós” que define uma equipa

  • São inaptas a aceitar e respeitar as diferenças

  • São incapazes de manter o auto-controle

  • São intolerantes à inovação e mudança

  • São inábeis a aceitar uma opinião que se distancie do seu ponto de vista

  • São mesquinhas e adoram dividir para reinar

  • São autoritárias e usam o “estatuto” para ofender

  • São incapazes de comunicar e exímios em falar

  • São nulos a estimular e reconhecer o crescimento dos elementos da equipa

Que fazer quando se encontram líderes que assumem esta configuração? Queremos esta liderança? Não, obrigada!


Se quisermos investir algum tempo na mudança das pessoas (pois a mudança de pessoa não é exequível), a comunicação é o único ingrediente singular. Resta-nos, pelo exercício da assertividade, comunicar que a integrada função de um líder é agregar, estimular, desenvolver, delegar, reconhecer, agradecer.


Não descuremos que “as únicas coisas que evoluem por vontade própria numa organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho” (Peter Drucker).


Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico

 
 
 

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