Balancear competências como âncora da auto-confiança
- 7 de jun. de 2017
- 2 min de leitura

A regularidade desejável do processo de auto-conhecimento é, na maior parte as vezes, inevitavelmente afectada pelo galope dos dias e pela velocidade de cruzeiro em que entramos.
Temos uma noção mais ou menos constante das nossas capacidades e competências, mas de tão obvias que parecem ser, investimos com valor residual em momentos de as analisar e balancear.
Esta necessidade é tão mais premente se integrarmos contextos em que, lamentavelmente, as nossas competências são completamente desvalorizadas, pouco ou nada reconhecidas ou, no limite, contrariadas e castradas.
Ter disponibilidade – essencialmente mental – para investir tempo no balanço de competências tem uma relação directa e valorativa com a nossa auto-confiança a par da consciencialização das potenciais áreas de melhoria.
Pessoas com auto-confiança consciente focam-se com mais facilidade no que verdadeiramente importa, deixando de lado o acessório e investindo a sua energia no essencial. Têm uma maior facilidade de definir objectivos e de planear a sua concretização pois têm noção das condições que dependem de si e das condições externas a trabalhar a seu favor. Conseguem com maior desembaraço elencar os potenciais riscos na prossecução dos seus objectivos, dado que têm noção mais clara das suas possibilidades e, também, dos seus limites que compensarão na etapa do planeamento – pedindo apoio a outras pessoas / organizações ou eventualmente antecipando a sua própria preparação.
Assim, elaborar, um balanço de competências é essencial para desenvolver e afirmar a auto-confiança.
Como realizar um balanço de competências? Na actualidade, existem uma série de instrumentos, metodologias e profissionais habilitados para poder orientar e acompanhar este processo. Mas na ausência de possibilidades de natureza diversa podermos sempre fazê-lo individualmente com o recurso a algumas questões, entre muitas outras:
O que é que eu faço bem?
O que é que me dá genuíno gosto de fazer?
O que é que eu gostaria de fazer melhor?
Qual a minha rede de relações?
Qual a minha atitude habitual quando me confronto com pessoas com opiniões diferentes da minha?
Qual o grau de satisfação com a minha actual vida?
Como me vejo daqui a 5 anos?
Fazer esta introspeção pode não resolver todas as questões ou desafios mas certamente que facilita uma série de dados, cujo tratamento poder ser necessário e útil para ancorar a minha confiança e, em algumas circunstâncias, tomar a decisão que se considera adequada.
Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.












Comentários