Os líderes de referência são como os professores: memoráveis para toda a vida
- 10 de mai. de 2017
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Somos, inevitavelmente, seres de memórias e estas têm um papel central na nossa vida. Há situações e pessoas que são gravados na nossa mente pelo carácter securizante que evocam, pela satisfação espontânea que conseguimos reviver, tão somente pela memória.
Poderão passar muitos anos, mas, a maioria de nós, terá na sua lembrança um(a) professor(a) que marcou, pela sua forma única de desafiar a pensar e agir, por promover o crescimento, por estimular um pensamento livre, critico e consciente. São memórias de aulas em que o tempo voava, que nos davam “aquele prazer”, aquele entusiamo. Acredito que, como em tudo na vida, é necessário gostar do que se faz e ter vocação para que possa ser naturalmente estimulado o prazer nos outros.
Embora em circunstâncias diferentes, o mesmo se poderá transferir para o contexto sócio-profissional. Ao longo da nossa vida somos organizados, conduzidos, geridos por pessoas que têm como responsabilidade o exercício da liderança. Apesar da liderança ser uma área de desenvolvimento pessoal, confluem características pessoais que são consideradas nucleares. Não foi por acaso que escrevi anteriormente que “para gerir pessoas é essencial gostar de pessoas”.
Independentemente do tipo de liderança exercido, que não pode ser aleatório, mas contextualizado – considerar o tipo de tarefa, risco e tempo disponível para a sua execução, conhecimento e maturidade da equipa – poderão os líderes aspirar a serem memoráveis pelo gosto em promoverem nos seus liderados o sentimento de pertença autêntico, a liberdade responsável, o crescimento sócio-pessoal. Pessoas reconhecidas e respeitadas, que são desafiadas a saírem da sua área de conforto trabalham com mais satisfação e o bem-estar sentido reverte a favor das tarefas realizadas.
Os líderes de referência não trabalham para serem memoráveis, mas pela sua prática são reconhecidos pelos outros como tal. E vivemos um dejá-vu: as 8 horas de trabalho voam, temos vontade de ir trabalhar, de pensar, propor, fazer mais e melhor, participar e partilhar entusiasmo. Porque um líder de referência vai estar disponível para ouvir, com vontade de ver a sua equipa a crescer, com uma forma única de desafiar a pensar e agir, com enfoque no pensamento livre, critico e consciente.
E ainda que um dia já não tenhamos o privilégio de trabalhar na equipa, ficam as memórias e o reforço positivo que levaremos para outras experiências.
Por mais líderes memoráveis, que cada um faça a sua parte.
Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico












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